Em um mundo eternamente provisório, efêmeras letras elétricas nas telas de dispositivos eletrônicos.
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Ago 10
publicado por José Geraldo, às 17:36link do post | comentar
Vestimos a vida, roupa desconfortávele apavorados vivemos no mundo.Andamos sem rumo querendo salvar-nosde vaidades, perigos e segredos.Espíritos tensos, buscamos sem ondeo fio que nos liga a nós mesmos.Somos palhaços no meio da praça,rindo, felizes, de quem mal nos trata.Espíritos e carnes densamente pensama essência que justifique tudo isso,aspiramos ao alto mais alto e o vemoscair como uma ameaça sobre nós.Corpos retesos e mãos impotentes,acenamos na noite em busca daquilo,somos virtude e falta-nos istoe nossas faces aparecem mortas no espelho.Vertidas as últimas lágrimas, vagamossem onde deixar nossos despojos:mudamos tantas vezes que não temos casa,este lugar é apenas nosso depósito.Vendemos tudo de nós e nada temosdo que ganhamos em troca, o tempo tomatudo quanto não é nosso de verdade.Não, não é dinheiro o que perdemosé uma alegria leve que nunca tivemos.Abrimos a noite ou somente a janela?Vencemos o medo ou acendemos uma vela?Mal sabemos se nos temos ou se buscamosa resposta de tudo isto neste templo.Há o espaço de uma peça que falta,o silêncio da resposta que se cala.Ceticismo, ironia, nada, nada mesmo dissocobre este buraco que toma a forma de Deus.

Escrito originalmente em 2003


publicado por José Geraldo, às 11:43link do post | comentar

Três homens das cavernas estavam descansando na porta da caverna à tarde depois de se empaturrarem de carne de mamute, manteiga de leite de camela e algumas frutas silvestres. De repente um raio atingiu uma árvore próxima e ela começou a queimar.

O primeiro deles correu para dentro da caverna e começou a gritar que os espíritos haviam decidido destruir o mundo e que era preciso apaziguá-los. As mulheres, as crianças e os tolos acreditaram nele e levaram um filhote de javali para ser queimado no fogo da árvore. Alguns resmungaram que era um desperdício de comida — mas foram logo calados a pontapés e urros.

O segundo não teve medo. Antes mesmo de o javali chegar, foi até a árvore, pegou um galho em chamas e botou fogo com ele em outro arbusto. Ele entendeu, então que o fogo era algo tão natural quanto a água, o vento ou o peido. Deu uma gargalhada e disse para os demais: “não temam, é só uma coisa da natureza e pode ser bom para nós!”.

Os seguidores do primeiro ficaram ofendidos e insultados e o apedrejaram.

O terceiro homem das cavernas, que tinha estado observando tudo, pegou outro galho em chamas e com ele ameaçou queimar todo mundo. Os outros hominídeos ficaram com medo dele porque ele controlava o Fogo e o obedeceram. Depois disso ele fez uma aliança com o líder do sacrifício do javali e juntos surgiram o primeiro chefe e o primeiro pajé.

Depois que o fogo apagou o povo da caverna começou a murmurar e teriam acabado matando os dois, mas houve um incêndio na savana, os dois aproveitaram e pegaram mais um pouco de fogo e tiveram o cuidado de manter queimando uma fogueira em um lugar especial, no alto de uma montanha. Assim surgiu o primeiro templo.

Demorou mais ou menos 235.000 anos para aparecer outro cientista.


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