Em um mundo eternamente provisório, efêmeras letras elétricas nas telas de dispositivos eletrônicos.
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Mar 11
publicado por José Geraldo, às 15:37link do post | comentar | ver comentários (1)

Nos últimos dias os leitores deste blog devem ter notado que andei sumido: nenhuma postagem nova, nenhuma mudança no leiaute.Como também andei sumido do Facebook e me afastei definitivamente do Orkut, é possível que muitos estejam supondo que eu tenha resolvido hibernar da web. Mas as coisas não são bem assim.

A última semana, entre 5 e 12 de março, foi caracterizada por uma bela aventura informática, digna dos meus tempos de aspirante a “ráquer”: uma acidentada migração de sistemas operacionais.

Em 2001, injuriado com a corrupção de um arquivo binário do Microsoft Word em consequência de uma pane do Windows 98 SE, situação que me levou à perda irreparável de 140 páginas de um romance que estava escrevendo — e que nunca mais será escrito — fiz a minha primeira grande travessia: migrei sem olhar para trás para o Linux…

Em 2011, após quase dois anos insistindo com OpenSUSE, distribuição de que jamais consegui gostar, resolvi fazer outra travessia: migrar para qualquer outro Linux, sem olhar para trás.

Em 2001 eu tinha apenas uma opção: os CDs de instalação do Conectiva Linux 6.0 Home Edition que havia comprado. Em 2011 eu tinha 9 CDs de instalação de 6 distribuições Linux diferentes e um do DesktopBSD (que é outro sistema operacional).

Em 2001 eu sabia que a migração seria acidentada e que passaria meses penando até finalmente conseguir um nível mínimo de produtividade: eu simplesmente estava disposto a passar por isso para me libertar definitivamente de formatos de arquivo fechados, que se corrompem irremediavelmente quando o sistema trava inexplicavelmente. Eu tinha um ideal: padrões abertos paradocumentos e um sistema operacional estável, configurável eamplamente documentado na internet.

Em 2011 eu imaginava que a migração seria simplesmente questão de instalar uma nova distribuição (algo que faria em uma tarde) e passar alguns dias, se muito, acostumando-me a algumas opções diferentes, comandos novos ou aplicativos específicos.

Mas veja como são as coisas, em 2001 eu precisei de apenas duas semanas para usar produtivamente o sistema, graças à presença de alguns aplicativos que já conhecia dos tempos de Windows, como o Star Office. Em 2011, porém, precisei de bem mais do que uma tarde para estar de volta utilizando produtivamente o sistema.

Tudo começou porque os CDs de instalação que eu pretendia usar estavam, quase todos, com problemas. Alguns haviam sido arranhados, alguns eram incompatíveis com o meu hardware, outros eram versõesde teste, outros simplesmente eu não soube usar. Mas antes de sequer tentar instalar um deles eu tomei a única atitude realmentesensata que se pode tomar quando você quer uma mudança: queimar a ponte depois de cruzar. Decidido a migrar, formatei primeiro a instalação do OpenSUSE e quebrei o CD deinstalação dele. Era outro sistema ou nenhum. Exatamente como fizem 2001 com o Windows.

Comecei tentando instalar o Linux Mint Debian Edition, mas ele não instalava. Tentei o Zenwalk, versão Live CD, mas ele nãoinstalava. Tentei o Zenwalk, versão instalável, mas ele não iniciava. Tentei o Salix OS, mas ele não funcionou depois deinstalado. Tentei o Desktop BSD, mas não soube instalar. Tentei o Arch Linux, mas deu pau na instalação. Tentei o Simply MEPIS, mas ele não foi compatível com meu computador.

Na proverbial “bacia das almas”, consegui instalar o VectorLinux, que simplesmente detestei desde o início, por ser muito desatualizado (havia nele pacotes de versão 2007). Tive de ficar com ele por dois dias até conseguir instalar o Debian Squeeze (versão estável). Instalar o Debian foi muito mais fácil do que jamais supus (se soubesse que era tão fácil eu já estaria usando há anos).

Agora finalmente acabei de baixar da net todos os programas que gosto de usar, de configurar todo o hardware (só o Debian me deu uma resolução maior que 1024x768 com taxa de atualização maior que 60 Hz!).

Depois de todos esses dias de tropeços hoje está sendo o primeiro dia em que estou conseguindo escrever. Não vou hibernar, este blog não saiu do ar.

Continuem atentos, porque aí vem coisa!


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