Em um mundo eternamente provisório, efêmeras letras elétricas nas telas de dispositivos eletrônicos.
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Abr 12
publicado por José Geraldo, às 10:17link do post | comentar
Um poema escrito em 23 de fevereiro de 2007 e achado num caderno velho, que ia a caminho do lixo, junto com alguns sentimentos de segunda mão.
Eu a ouvi ontem à noitee senti aquele punhal de novo em minha carne,tive saudades suas como tenhosaudades dos pedaços que fui perdendo.Tenho saudades de ter sido sozinho,de ter atravessado sábados sofrendo.Aquele silêncio antigo me faz faltaporque há dias em que não quero falare outros em que precisava de fugir,achar um lugar entre as montanhaspara poder me distrair.Tenho saudades de quem me enganou,quanto maior a mentira, maior a dor,maior a falta, poderia ter durado maise com mais cicatrizes eu tinha mais históriae ninguém sente a dor em seu pretérito.Por que fui tão esperto?Se fosse tolo por alguns dias a maisteria vivido ainda outro dia que lembrar.Ah, na verdade agora é que sou tolo:vivendo como meu um plano alheio,um destino sonhado por meus pais,e o amor laçou-me na planície durante meu galope.Sim, tenho saudades. E do tipo pior.Tenho saudades difusas, que não pertencem a coisas,que não evocam pessoas.Essas saudades de cores assombram minhas cinzas.

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